[Obs.: texto longo e sem muito rumo. não pretende ser uma exposição exaustiva do tema, apenas algumas reflexões]
Esses dias um amigo meu comentava sobre a dificuldade de conversar com um colega incrédulo. Ele reclamava que havia dificuldades em evangelizá-lo, pois o homem só aceitava argumentos racionais, era muito questionador, lógico e cartesiano, sempre tinha algo para contrariar, tentava achar evidências de que as afirmações bíblicas não procedem, etc. No final, ele concluiu - "ela não aceita que é uma questão de fé". Fiquei asustado com essa pregação de evangelho. Significava que, para meu amigo, um homem que se tornasse cristão deveria simplesmente ignorar todos os seus argumentos - sejam eles válidos, verdadeiros ou não - e abraçar uma crença, não importa o quanto ela pareça completamente absurda.
Não é sem motivo que muitos consideram a fé como o contrário da razão, sendo necessário negar uma para continuar com a outra. No seriado Lost temos a constante tensão entre dois dos protagonistas, um deles se diz um "homem de fé" e chama o outro de "homem da ciência". Aliás, é uma fórmula comum em seriados e filmes - o personagem racional, o personagem crente e a constante tensão entre eles. O fato é que esta visão, apoiada pelo pensamento pós-moderno, e por muitos cristãos sinceros, não é correta.
Como Francis Schaeffer ressalta muito bem, a fé é contrária ao pensamento racionalista, mas não contrária à razão. O pensamento racionalista parte de si mesmo e acredita chegar a qualquer verdade por meio do raciocínio. Neste caso, a fé cristã realmente deve levantar-se contra toda forma de racionalismo que exclui Deus. Mas ela não deve se levantar contra o pensamento lógico e o uso da razão, uma vez que o próprio Deus é um Ser racional e que se comunica conosco através de proposições. Ainda que partindo de uma Revelação - algo que os racionalistas não aceitam - o cristão não pode ser ilógico de forma alguma, pois Deus não é ilógico. Pelo contrário, Ele é o Logos (que também pode ser traduzido por Razão), o que torna impossível afirmações irracionais da parte de Deus.
Isto significa que é impossível que Deus faça uma afirmação como "Jesus é meu Filho amado" e também afirme que "Jesus não é meu Filho amado". Ainda que façamos várias vezes afirmações que parecem contraditórias, do tipo "já e ainda não", ou seja, "já somos salvos, mas ainda não somos salvos" sabemos que não se trata de um paradoxo. As duas frases da oração em questão falam sobre dois momentos distintos na salvação de um homem e não sobre coisas absolutamente contrárias. Com afirmações como Deus dizendo "me arrependo" e logo depois falando "Deus não se arrepende" (1Rs 15.11,29), um estudo mais profundo - coisa que os detratores da fé cristã e muitos teólogos liberais não fazem - revelará que não se trata de contradição. Isto nos é útil para combatermos os falsos profetas atuais, que muitas vezes recebem revelações que contradizem claramente o ensino bíblico. Deus não pode ir contra Deus. Como diz um pastor que conheci recentemente, entre o homem de Deus (?) e a Palavra de Deus, fique com a Palavra de Deus.
Da mesma forma, é impossível que a Bíblia faça uma afirmação que vá contra aquilo que é verdade em nosso mundo, mesmo que não se trate especificamente de assuntos espirituais. Toda verdade é verdade de Deus, já dizia Santo Agostinho, de forma que as evidências a favor das proposições bíblicas sempre existirão e sempre serão mais fortes que as evidências contrárias, por mais que os cientistas e os liberais esperneiem. Mesmo em casos mais difíceis, como Evolucionismo x Criacionismo, não há dúvidas de que um bom apologeta pode responder facilmente o não-cristão. É claro, o crente não deve se tornar dependente das evidências científicas e históricas mais que da própria Bíblia, mas também deve estar pronto para responder as objeções dos não-cristãos, ao contrário do que meu amigo pensa.
O fato é que muitas vezes os não-cristãos usam essas evidências apenas como desculpas para não abraçar a fé. Nestes muitos séculos desde a Ressurreição, as melhores mentes cristãs já responderam todas as objeções dos incrédulos, e de formas variadas. O coração endurecido do não-crente sempre tentará deter a verdade (Rm 1.18). Não devemos nos negar a debater com estas pessoas, mas precisamos estar consciente que a mente não-regenerada é cativa do erro e, portanto, verdadeiramente irracional.
Esses dias um amigo meu comentava sobre a dificuldade de conversar com um colega incrédulo. Ele reclamava que havia dificuldades em evangelizá-lo, pois o homem só aceitava argumentos racionais, era muito questionador, lógico e cartesiano, sempre tinha algo para contrariar, tentava achar evidências de que as afirmações bíblicas não procedem, etc. No final, ele concluiu - "ela não aceita que é uma questão de fé". Fiquei asustado com essa pregação de evangelho. Significava que, para meu amigo, um homem que se tornasse cristão deveria simplesmente ignorar todos os seus argumentos - sejam eles válidos, verdadeiros ou não - e abraçar uma crença, não importa o quanto ela pareça completamente absurda.
Não é sem motivo que muitos consideram a fé como o contrário da razão, sendo necessário negar uma para continuar com a outra. No seriado Lost temos a constante tensão entre dois dos protagonistas, um deles se diz um "homem de fé" e chama o outro de "homem da ciência". Aliás, é uma fórmula comum em seriados e filmes - o personagem racional, o personagem crente e a constante tensão entre eles. O fato é que esta visão, apoiada pelo pensamento pós-moderno, e por muitos cristãos sinceros, não é correta.Como Francis Schaeffer ressalta muito bem, a fé é contrária ao pensamento racionalista, mas não contrária à razão. O pensamento racionalista parte de si mesmo e acredita chegar a qualquer verdade por meio do raciocínio. Neste caso, a fé cristã realmente deve levantar-se contra toda forma de racionalismo que exclui Deus. Mas ela não deve se levantar contra o pensamento lógico e o uso da razão, uma vez que o próprio Deus é um Ser racional e que se comunica conosco através de proposições. Ainda que partindo de uma Revelação - algo que os racionalistas não aceitam - o cristão não pode ser ilógico de forma alguma, pois Deus não é ilógico. Pelo contrário, Ele é o Logos (que também pode ser traduzido por Razão), o que torna impossível afirmações irracionais da parte de Deus.
Isto significa que é impossível que Deus faça uma afirmação como "Jesus é meu Filho amado" e também afirme que "Jesus não é meu Filho amado". Ainda que façamos várias vezes afirmações que parecem contraditórias, do tipo "já e ainda não", ou seja, "já somos salvos, mas ainda não somos salvos" sabemos que não se trata de um paradoxo. As duas frases da oração em questão falam sobre dois momentos distintos na salvação de um homem e não sobre coisas absolutamente contrárias. Com afirmações como Deus dizendo "me arrependo" e logo depois falando "Deus não se arrepende" (1Rs 15.11,29), um estudo mais profundo - coisa que os detratores da fé cristã e muitos teólogos liberais não fazem - revelará que não se trata de contradição. Isto nos é útil para combatermos os falsos profetas atuais, que muitas vezes recebem revelações que contradizem claramente o ensino bíblico. Deus não pode ir contra Deus. Como diz um pastor que conheci recentemente, entre o homem de Deus (?) e a Palavra de Deus, fique com a Palavra de Deus.
Da mesma forma, é impossível que a Bíblia faça uma afirmação que vá contra aquilo que é verdade em nosso mundo, mesmo que não se trate especificamente de assuntos espirituais. Toda verdade é verdade de Deus, já dizia Santo Agostinho, de forma que as evidências a favor das proposições bíblicas sempre existirão e sempre serão mais fortes que as evidências contrárias, por mais que os cientistas e os liberais esperneiem. Mesmo em casos mais difíceis, como Evolucionismo x Criacionismo, não há dúvidas de que um bom apologeta pode responder facilmente o não-cristão. É claro, o crente não deve se tornar dependente das evidências científicas e históricas mais que da própria Bíblia, mas também deve estar pronto para responder as objeções dos não-cristãos, ao contrário do que meu amigo pensa.
O fato é que muitas vezes os não-cristãos usam essas evidências apenas como desculpas para não abraçar a fé. Nestes muitos séculos desde a Ressurreição, as melhores mentes cristãs já responderam todas as objeções dos incrédulos, e de formas variadas. O coração endurecido do não-crente sempre tentará deter a verdade (Rm 1.18). Não devemos nos negar a debater com estas pessoas, mas precisamos estar consciente que a mente não-regenerada é cativa do erro e, portanto, verdadeiramente irracional.
3 comentários:
Palavras interessantes. Gosto de pensar como Schaeffer. É aquela velha história: "a" não pode ser "não-a". Escrevi algo bem próximo às suas idéias; sobre o meu seminário, na verdade.
Abração, Josaías.
Gostei.
Inclusive, é difícil acreditarem que uma pessoa que trabalha com ciência e com cientistas possa viver tendo fé.
É justamente pelo que você citou "a fé é contrária ao pensamento racionalista, mas não contrária à razão". Definição corretíssima, na minha opinião.
Tem um livro que li há tempos chamado "Em defesa de Cristo" (logo em seguida lançaram o "Em defesa da fé"). O autor (Lee Strobel) é um jornalista investigativo e apresenta o testemunho de dezenas de especialistas dentre os mais conceituados do mundo respondendo a perguntas difíceis e capciosas. Através da razão, ele chega a resultados bastante interessantes que não vou contar aqui. hehehe Eu achei muito legal. Recomendo. Mostra o testemunho dele, na realidade.
Josaías,
Gostei do texto.
Agora entendo melhor o seu comentário no meu blog.
Realmente fé e razão não são inimigas mas a razão que vemos nas Escrituras se baseia em pressupostos bíblicos e portanto, na fé. Alguém que não crê dificilmente encontrará razão na travessia do Mar Vermelho, por exemplo.Por isso, penso que nossa razão é um pouco diferente da razão não cristã. Posso estar equivocado...acontece muito rsrs
Um abração
Postar um comentário