sexta-feira, dezembro 07, 2007

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Só pra informar que agora estou no iPródigo

abraços

sábado, outubro 21, 2006

O quanto você pensa no céu?

(uma reflexão rápida pra um sermão baseado em Mt 6.19-24, que estou escrevendo nesse momento)

Sem entrar muito profundamente no assunto, cheguei à conclusão de aquela frase famosa de Marx – “a religião é o ópio do povo” – está cada vez mais anacrônica e perdeu o pouco de sentido que ela ainda tinha (em relação ao Cristianismo). Com essa frase ele criticava as esperanças que a religião dava aos pobres de uma vida melhor só no futuro.

Hoje em dia, isso não funciona com os evangélicos. Eles recebem promessas de uma vida melhor agora. Você quer medir o quanto uma igreja prega o materialismo e a teologia da prosperidade? Veja o quanto ela pensa no céu. Ela pode até falar muito em Jesus, mas se ela está mais preocupada com o “aqui e agora” que com o “lá e então”, pode estar certo de que ela foi atingida pelo materialismo, uma das formas de mais vis de manifestação do mundanismo.

domingo, agosto 13, 2006

Aula passada.

Aconteceu algo curioso na aula da última sexta-feira. O professor (reformado) havia marcado na semana anterior um debate sobre a Expiação Limitada, e inclusive recomendou que todos lessem o capítulo a respeito do assunto no livro A Soberania Banida. Como ultimamente estou meio descrente a respeito da eficácia - para mudar a opinião de alguém - de debates desse tipo em sala de aula, fui completamente desanimado para a faculdade.

Curiosamente, poucos questionamentos foram levantados e, ainda assim, ninguém foi hostil à esta doutrina tão polêmica (e ironicamente, tão óbvia). Ninguém usou versículos soltos. Ninguém chamou Deus de injusto. Ninguém fez mau uso de João 3.16.

Conclusão: Parece que, ao contrário do que eu pensava, as aulas estão servindo para algo. Não quero dizer que todos ali defendem agora a Expiação Limitada. Quer dizer que, sim, o pessoal entendeu que teologia se faz seguindo certas regras, que a interpretação de uma doutrina afeta a interpretação de todas as outras e, especialmente, que Calvino não era tão ruim quanto os professores de história dizem.

P.S.: Ainda estou organizando meu tempo e minhas prioridades, já que estou trabalhando numa agência à tarde. Espero voltar com força total em algum momento.

sábado, julho 22, 2006

Que é o homem?

Quando vi essa foto, só pensei em me unir ao salmista e perguntar - "que é o homem, para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?" (Sl 8.4). Vendo esta e outras fotos, tive idéia melhor de como somos pequenos.

Ainda assim, conseqüências de nosso erro no Éden caiu sobre todo o Universo. Ainda assim, a vida neste planeta foi um dos motivos para o Sol existir - e não o contrário. E ainda assim, Deus se fez do mesmo tamanho que nós, e viveu neste pequeno pontinho perdido no Sistema Solar. Aquele que é infinitamente maior que as estrelas confinou-se no corpo de um homem.

Somos pequenos, ou melhor, minúsculos. Mas somos amados, escolhidos e chamados.

sábado, julho 08, 2006

Versículos Mal Utilizados: 1 Coríntios 2.9

"Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam." (1 Coríntios 2.9)

A situação que mais vejo esse versículo sendo utilizado é no testemunho de bênçãos recebidas. A pessoa é surpreendida por algo que Deus faz na vida dela, em um momento inesperado, e aí utiliza esse versículo como lição de moral, ou como prova de que a promessa das bênçãos inesperadas está na Bíblia. Esse texto também pode ser usado às vezes como uma mensagem positiva, para alguém que está esperando algo de Deus - um emprego, uma esposa, resultados de um ministério em particular - e você não sabe bem o que virá, mas imagina que Deus trará a bênção esperada para a pessoa.

Nos dois casos, a idéia é a mesma - Deus muitas vezes nos surpreende com bênções que não conhecemos. E por esse motivo, dizemos que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o que Deus preparou para aqueles que o amam. E é verdade que Deus nos surpreende muitas, ou incontáveis, vezes.

Mas Paulo não está dizendo isso. Muito pelo contrário! Ele está dizendo que nós sabemos aquilo que Deus preparou. Os crentes, graças à ação do Espírito Santo em suas vidas, conhecem tudo aquilo que estava escondido dos olhos e ouvidos humanos. O verso seguinte diz claramente isso:

"Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus" (v.10)

Assim, o texto realmente fala de bênçãos que são ignoradas pelas pessoas, mas não pelos crentes. Trata-se da sabedoria de Deus, do mistério que esteve oculto, algo que nenhum homem poderia conhecer por si próprio. Trata-se de Jesus, e este crucificado. O que é apenas escândalo e loucura para alguns é sabedoria para aqueles a quem Deus revelou-se por meio de seu Espírito. Os olhos dos crentes viram, seus ouvidos escutaram e a mensagem penetrou em seus corações - a salvação pela cruz de Cristo.

Portanto, não há nada de errado em dizer que Deus realiza (ou realizará) coisas que podem nos surpreender. O problema é tentar embasar isso com um texto que não trata de assuntos que os cristãos desconhecem, pois Paulo deixa bem claro que está falando de coisas que os crentes têm conhecimento. Os incrédulos, por outro lado, encaixam-se perfeitamente no grupo dos que não viram, nem ouviram e nem jamais souberam dos planos de Deus. Para os órfãos de 1Co 2.9 versículo, talvez Efésios 3.20 possa substituir (com cuidado, evidentemente).

"Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse seja glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém."

É claro que todo versículo da Bíblia já foi mal utilizado em algum momento da história, mas o objetivo aqui é outro. A intenção é listar textos que são usados de forma errada por pessoas geralmente bem-intencionadas, não toda e qualquer distorção do texto bíblico (se fosse assim era só entrar num site neopentecostal e pronto). Vicent Cheung já havia feito esta análise, mas não encontrei a referência bibliográfica e gostaria de fazer uma versão por mim mesmo.

sexta-feira, junho 30, 2006

Problema nosso de cada dia

"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." (Mateus 6.34)

Estas semanas passei por situações que me colocaram bem perto deste texto, de duas formas diferentes. Faltando apenas 2 semestres (além do que estou cursando) para terminar o curso de Publicidade e poucos créditos para terminar o de Teologia, me deparei com o Amanhã. O Amanhã pode ser seu inimigo ou seu aliado, dependendo de como você encara as coisas. Se você reconhece o futuro como fruto de suas ações - normalmente- é claro que não haverá tanto temor em relação a ele. No entanto, para alguém que tem fortes tendências pessimistas e nem sempre confia muito nas próprias decisões - como eu - é evidente que o futuro dificilmente parecerá seu melhor amigo.

A outra forma como esse texto apareceu no meu caminho foi no estudo do Sermão do Monte que realizamos quase toda semana em minha casa, usando o livro do Lloyd-Jones. O capítulo estudado tratava sobre esse versículo e aí me toquei que a situação pela qual eu passava se encaixava bastante com o assunto. Desta forma, deixo aqui os pontos mais interessantes.

Imaginação

Muitas vezes, o maior adversário é a nossa própria imaginação. Os temores quanto ao futuro são muitas vezes (mal) fundamentados no "E se...". Estamos enfrentando e nos preocupando com algo que realmente não existe, e que está completamente fora do nosso alcance. Somos iguais aquela hiena que aparecia nos desenhos antigos e vivia pensando em problemas que poderiam acontecer. Às vezes, tentamos antecipar até Deus, o que é mais grave ainda que antecipar situações.

Diariamente

Vivemos num mundo defeituoso. Isto implica numa vida defeituosa. Não seja um sujeito pessimista, ansiosamente esperando pelo problema do dia. Ao mesmo tempo, não aja com triunfalismo, imaginado que o crente não tem problemas. Jesus deixou claro que lidaremos constantemente com dificuldades. Este "dia" que o Senhor fala aqui não deve se tratar do intervalo de 24 horas, mas de períodos específicos (porém sempre presentes) de nossas vidas. Cristo ensina que essas preocupações diárias já são um fardo pesado o suficiente para os crentes e é tolice tentar carregar mais que isso.

Precauções

Isto não invalida nem torna pecaminosas ações como fazer um seguro de vida ou uma poupança. Desde que seu coração não esteja completamente nisto, não há qualquer problema em prevenir-se contra futuros problemas. É como cuidar da saúde. Sabemos que nossa vida está nas mãos de Deus, que ele pode nos levar a qualquer momento. Também sabemos que Deus pode curar qualquer doença sobrenaturalmente. Ainda assim, tomamos a vacina, pois sabemos que é a forma usual utilizada pelo Senhor para nos proteger contra possíveis enfermidades. E não há nada de errado nisso. Nossa confiança não está no medicamento, mas em Deus. Se você confiasse mais numa vacina que em Deus, realmente há algo de errado. O mesmo vale para as precauções já citadas.

Então, depois do estudo, resolvi parar de lutar contra mim mesmo, deixando de imaginar o que poderia dar errado. A fé, neste caso, é deixar de pensar. Em situações de dificuldades, ao invés de ser um esforço mental para imaginar coisas boas (é a maneira como muitos concebem a fé), a fé deve ser um descanso. Mas muitas vezes agimos como viciados em ansiedade. Queremos abandonar, mas não conseguimos, porque gostamos da sensação de nos preocuparmos.

Por que muitas vezes é tão difícil simplesmente descansar?

quinta-feira, junho 29, 2006

Milagres

Essa é a forma como muitos pastores e líderes tratam suas ovelhas.
Clique pra ver maior.
(charge do Quino)