Aconteceu algo curioso na aula da última sexta-feira. O professor (reformado) havia marcado na semana anterior um debate sobre a Expiação Limitada, e inclusive recomendou que todos lessem o capítulo a respeito do assunto no livro A Soberania Banida. Como ultimamente estou meio descrente a respeito da eficácia - para mudar a opinião de alguém - de debates desse tipo em sala de aula, fui completamente desanimado para a faculdade.
Curiosamente, poucos questionamentos foram levantados e, ainda assim, ninguém foi hostil à esta doutrina tão polêmica (e ironicamente, tão óbvia). Ninguém usou versículos soltos. Ninguém chamou Deus de injusto. Ninguém fez mau uso de João 3.16.
Conclusão: Parece que, ao contrário do que eu pensava, as aulas estão servindo para algo. Não quero dizer que todos ali defendem agora a Expiação Limitada. Quer dizer que, sim, o pessoal entendeu que teologia se faz seguindo certas regras, que a interpretação de uma doutrina afeta a interpretação de todas as outras e, especialmente, que Calvino não era tão ruim quanto os professores de história dizem.
P.S.: Ainda estou organizando meu tempo e minhas prioridades, já que estou trabalhando numa agência à tarde. Espero voltar com força total em algum momento.
Curiosamente, poucos questionamentos foram levantados e, ainda assim, ninguém foi hostil à esta doutrina tão polêmica (e ironicamente, tão óbvia). Ninguém usou versículos soltos. Ninguém chamou Deus de injusto. Ninguém fez mau uso de João 3.16.
Conclusão: Parece que, ao contrário do que eu pensava, as aulas estão servindo para algo. Não quero dizer que todos ali defendem agora a Expiação Limitada. Quer dizer que, sim, o pessoal entendeu que teologia se faz seguindo certas regras, que a interpretação de uma doutrina afeta a interpretação de todas as outras e, especialmente, que Calvino não era tão ruim quanto os professores de história dizem.
P.S.: Ainda estou organizando meu tempo e minhas prioridades, já que estou trabalhando numa agência à tarde. Espero voltar com força total em algum momento.
4 comentários:
Às vezes, métodos não muito interessantes podem conduzir-nos, tão somente pela graça de Deus, e resultados efetivos. Não somos "pragmatistas" quanto à nossa teologia, certo? Um forte abraço.
Pr. Gildásio
Josa,
A compreensão da expiação limitada é proporcional às limitações que a Bíblia impõe para a sua própria interpretalção, ou seja, as Escrituras não se contradizem jamais.
O grande problema é que os espírito do sacerdócio dos santos ficou muito mais relegado ao "sacerdote dos santos" - o pastor. Paulo ficaria decepcionado com a falta dos bereanos hoje.
Graças a Deus, o simples fato de alguém discordar da expiação limitada, já produz o efeito de se estudar melhor as Escrituras, seja para comprovar ou não esta doutrina.
Portanto, ainda que algum amigo, irmão ou colega nossa não concorde com a nossa doutrina, positivamente ele será incentivado a ler mais a Bíblia e isso é sempre bom, seja para os armininos ou para "os muristas".
Não é culpa do método ser interessante ou não. É mais minha falta de fé na capacidade das pessoas de pensarem logicamente que torna um exercíco que poderia (e normalmente é) interessante em algo muitas vezes cansativo.
abraços.
Josaías
Rapaz, aguardamos "o" retorno. :)
Eu também sou desanimadão com debates em sala de aula.
Abração.
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